29/10/2015 - 17h23 | Atualizado em 22/11/2017 - 05h21
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Barras – o rio, a cidade, o templo e o tempo

Artigo de autoria do magistrado Elmar Carvalho

(Discurso de recepção a Dílson Lages Monteiro na APL)

Com muita honra e alegria, aceitei o convite de Dílson Lages Monteiro para recebê-lo nesta solenidade de sua posse na Academia Piauiense de Letras, em sucessão ao grande poeta Francisco Hardi Filho.

O regozijo se deve ao fato de conhecê-lo há mais de duas décadas, quando ele iniciava sua carreira no mundo das letras, e por ser ele filho de Barras, terra à qual sou estreitamente ligado por parte de meu pai, Miguel Carvalho, também barrense, assim como vários de meus ancestrais paternos. Essa satisfação se torna maior pelo fato de ainda sermos parentes. É ele filho de Gonçalo Soares Monteiro, já falecido, de ilustres estirpes do Médio Parnaíba, e de Rosa Maria Pires Lages, descendente de antigas famílias barrenses.

Esta noite engalanada, portanto, vai ser uma festa barrense, e veremos aqui perpassar o reflexo dos vultos históricos da velha Barras do Marataoã, dos seus grandes poetas mortos, e ouviremos o murmúrio dos rios que lhe formam as barras, de onde lhe veio o telúrico e poético nome. Nesta Casa sentimos ainda a forte presença do barrense A. Tito Filho, seu presidente por mais de 20 anos, que acolheu e orientou o novel consócio com generosidade, quando ele ensaiava os primeiros passos na literatura.

Quando um afoito amigo quis escrever um artigo, no qual pretendia retirar de Barras o seu justo título de Terras dos Governadores, adverti-o para que não o fizesse, porquanto estaria laborando em vexatório equívoco. Por essa razão escrevi a crônica ensaística “Barras – terra dos governadores e de poetas e intelectuais”, a que em seu desenvolvimento acresci “e de marechais”, para afastar de vez futuras ousadias similares. Essa crônica teve ressonância no intelecto de Chico Acoram Araújo, a quem dei o título de cacique da tribo dos Marataoãs, que vem escrevendo uma série de estudos sobre barrenses ilustres, além de ótimas crônicas e artigos.

Desde que conheci Dílson Lages, fomos nos aproximando, com respeito intelectual recíproco e por laços de amizade, sem que fossem necessários convívio e visitas frequentes. Somos confrades há vários anos na Academia de Letras do Vale do Longá. Minha admiração aumentou mais ainda porque, sendo eu mais velho, lhe pude observar as conquistas e a verdadeira vocação literária, feita de dedicação, estudo, reflexões, e não da busca de efêmeras glórias vãs ou gloríolas. Também pude notar que em sua trajetória não cometeu insolências e iconoclastias contra os mais velhos e nem contra as figuras emblemáticas de nosso panteão literário.

Antes de me referir à obra literária do novel confrade, quero me reportar de forma breve aos seus antecedentes e patrono, pois ele já o fez com mais vagar e em maior profundidade em seu discurso.

A cadeira 21, que ele passa a ocupar, é eminentemente de poetas, a começar pelo seu patrono, o cônego Leopoldo Damasceno Ferreira, nascido em Oeiras - PI e falecido em São Luís – MA (1857 – 1906), que foi também professor, autoridade da administração da Igreja Católica no Maranhão e deputado estadual. Poeta de mérito, cometeu um belo soneto em que lamenta o amor impossível ou proibido. Sobre essa peça poética diz Da Costa e Silva, o primeiro ocupante da cadeira: “Esse padre, que todos afirmam, era crente convicto e um sacerdote virtuoso, teve, sem dúvida como o poeta Anvers, o seu segredo n’ alma e o seu mistério na vida. Teve como poeta, a aparição divina de uma sombra de mulher nos caminhos incertos da existência.” Foi ainda, em parceria com a musicista Firmina Sobreira, autor da música do Hino do Piauí. Foi tarefa de alta monta, pois conseguiu musicar o belo poema dacostiano, sem que ficasse ofuscada a melodia. Recolhi essas informações da monumental Antologia da Academia Piauiense de Letras, organizada pelo grande pesquisador e historiador Wilson Carvalho Gonçalves, amigo de meu pai e meu amigo, também barrense como o empossado.

Foi seu primeiro ocupante Antônio Francisco da Costa e Silva, nascido na bela e bucólica cidade de Amarante, emoldurada pelas belas serras azuis do poeta, e quase uma ilha, abraçada pelos rios Parnaíba, Canindé e Mulato. Um dos avoengos do novel acadêmico era primo do excelso bardo, acho relevante revelar. Da Costa é o nosso poeta maior e maior poeta, que sempre admirei desde a minha meninice. Fiquei encantado quando ouvi e li os seus sonetos A Moenda e Saudade, que sempre releio com o mesmo alumbramento. Fiquei também orgulhoso por ele ser piauiense. Acompanhei com vívido interesse a celebração de seu centenário, e tenho lido e relido a sua obra poética completa.

Conversando um dia com o juiz federal Geraldo Magela e Silva Meneses, este me disse considerá-lo o maior poeta brasileiro, e como eu o inquirisse sobre esse seu entendimento, respondeu-me, sem titubeios e vacilações, que se não fosse o maior seria o melhor. Sem dúvida é um dos maiores ou melhores poetas do Brasil. E o barrense Celso Pinheiro, seu contemporâneo, bem poderia formar com os poetas Cruz e Sousa e Alphonsus de Guimaraens a trindade simbolista brasileira, a exemplo da parnasiana, não fosse o insulamento em que sempre ficou a Literatura do Piauí. Como já tive ocasião de dizer, aqui mesmo da tribuna de nossa Academia, por cúmulo de trágica coincidência esses dois magníficos poetas morreram no mesmo dia, no infausto dia de 29 de junho de 1950.

A poetisa (ou poeta, como se diz agora) Maria Isabel Gonçalves de Vilhena sucedeu com galhardia Da Costa e Silva. Foi também cronista e professora. Era fluente ao falar ou escrever em francês. Em sua provecta vida escreveu os livros Seara Humilde e Nada. A humildade está apenas nos títulos dessas duas obras poéticas, pois Seara Humilde, contendo 50 poemas, é um verdadeiro florilégio, é uma pujante seara de belas flores de nosso cancioneiro, e Nada é tudo de bom, pois nele encontramos poemas que estão em nossas antologias, e alguns publiquei na Seleta Piauiense, que venho construindo em meu blog.

Logo que cheguei a Teresina, em agosto de 1982, para assumir o cargo de fiscal da SUNAB, autarquia federal já extinta, fiz amizade com o poeta Hardi Filho. Bom pai de família, bom amigo, bom poeta. Com esse tríplice coroamento poderia encerrar minhas palavras sobre ele. Mas não o farei. Estive em sua residência muitas vezes, onde fui sempre muito bem recebido por sua esposa, dona Adélia. Fizemos parte de um grupo de amigos que reativou e deu existência legal à União Brasileira de Escritores do Piauí – UBE-PI. Trago para este discurso trecho do que sobre ele já disse em outra ocasião:

Na primeira metade da década de 80, fui morar em uma república, da qual faziam parte o Nadal e o Gelvan Lisboa, localizada na Rua Areolino de Abreu, perto do edifício da Caixa Econômica Federal. Nesse velho casarão, segundo nos contaram, havia residido um engenheiro eletrônico, que teria cometido suicídio, por motivo que desconheço.

Na porta de um dos quartos, alguém havia estampado, em letras manuscritas, um lindo e melancólico poema de Hardi Filho. A tinta das letras, embora não fosse vermelha, parecia escorrer como sangue ainda fresco. No silêncio e na solidão das noites mortas, sentindo o inebriante perfume de uma cajazeira em flor, eu parecia sentir a presença do suicida a recitar os versos de Hardi. Talvez tenha sido aquela – o poema vazado em velha porta – uma das maiores homenagens, apesar de anônima, que já lhe tenham feito.

Foi nesse velho solar, talvez um tanto perturbado por sua atmosfera soturna e um tanto fantasmagórica, num cenário em que pareciam vagar o vulto indefinido do suicida e ressoar os versos melancólicos de Hardi, que escrevi o meu poema A casa no tempo, cujos versos deixei impregnados naquelas velhas paredes: “A casa vive em mim. / Vive em mim / com seus gemidos / de fantasmas que / arrastam correntes / por entre ais doloridos. / Vive em mim / com suas lamentações de suicidas / que gemem e gemem (...).”

Volto-me agora, sem pretensão de ser um analista ou crítico, para a obra literária e intelectual de Dílson Lages.

Mantém ele, há muitos anos, o Portal Entretextos, direcionado para a cultura, e, sobretudo, para a da vertente literária. Nele mantenho a coluna Eclética já faz alguns anos. Outros escritores e poetas são colaboradores desse site, a meu ver o mais importante do Piauí em sua modalidade.

Faz alguns anos o acadêmico ora empossado fundou o Laboratório de Redação Professor Dílson Lages, onde ministra com muita proficiência lições sobre técnicas redacionais, mercê de já longa experiência magisterial nos principais colégios de Teresina. Em suas aulas fixa a atenção no texto, e não em regras gramaticais, conquanto não lhes desconheça a importância.

Dá ênfase à função social da língua, tendo criado a sua metodologia própria, ancorada na semântica e no discurso, bem como na linguística textual. Em seis anos de prática, fez a sua sistematização, conforme a sua metodologia. Prioriza as relações de sentido, o poder de argumentação e a especificidade do gênero em debate. Estimula o aluno a construir o texto e a refazê-lo, no intuito do aperfeiçoamento. Graças à sua experiência, trabalho e meditações, publicou o livro didático “Texto argumentativo – teoria e prática”.

Exatamente por ser um professor qualificado de Redação, é também notável crítico literário, com análises sempre pertinentes e argutas, em que se percebe o seu poder de observação e de conhecimento estruturalista da matéria, mas sem deixar de lado as sábias lições herdadas da boa crítica impressionista, que ainda hoje presta bons serviços à literatura, quando exercida com inteligência e sabedoria. Nessa messe, tem escrito artigos e pequenos ensaios, que enfeixados constituiriam importante livro.

Por oportuno e para reforçar minhas palavras, pinço o seguinte trecho de um ensaio de Cunha e Silva Filho, pós-doutor em Literatura Brasileira, ensaísta, cronista e memorialista: “Dílson, como escritor, estreou como poeta, com obras bem acolhidas pelos leitores e pela crítica. Contudo, sua atividade se estende à prática docente, desenvolvida em moldes renovadores, tendo como centro de interesse os estudos mais recentes da comunicação escrita, da análise do discurso, da linguística textual. Daí ter se tornado logo autor de uma bem realizada obra para a área da Redação, que é seu livro Texto argumentativo – teoria e prática (2007), publicado em Teresina.”

Tornou-se, com o tempo, um notável poeta, sendo certo que é reconhecido como um dos melhores de sua geração. Utiliza-se em sua poemática de todos os recursos que os grandes mestres usaram, até por ter conhecimento de todas as figuras de estilo disponíveis, em virtude de sua profissão de professor, a que já fiz referência.

Assim, lança mão de musicalidade, sinestesias, aliterações, assonâncias, como bem podemos perceber no poema Marataoã, em que o rio aparece como um símbolo bucólico de sua cidade, com as suas margens ainda verdejantes:

O rio corre em meu coração

e separa os sentimentos da areia.

A vaga das águas vai

virando pó em pensamento

e a estrada encurta distâncias.

O rio viaja no horizonte

onde dançam os cabelos das carnaúbas

e soluçam os olhos do sol.

O rio corre em meu coração

e deságua nas correntezas do caminho.

Não irei entrar em elevadas discussões e análises teóricas, técnicas, estruturalistas, que isso deixarei aos críticos, exegetas e professores-doutores, sem dúvida muito mais bem apetrechados que eu, mesmo porque pretendi e pretendo dar a este discurso certa leveza, certa plasticidade.

Todavia, não posso deixar de sublinhar que a sua poesia, como reconhecem os seus analistas, está referta de metáforas, de construções antitéticas e de sensações sinestésicas, em poemas líricos, telúricos e por vezes repassados de discreto saudosismo e nostalgia. As aliterações e coliterações podem ser vistas em versos como estes:

Consigo me ver nos seus olhos

neles me vejo

como quem vê a si no silencio.

Consigo ser o sal de seus sentidos

e o sol das emoções

vestidas pelo suor suave

que me confunde os verbos.

O certo é que o denso conteúdo dos versos de Dílson quase sempre está contido em bela forma. Neles encontramos, sem necessidade de rígidos espartilhos parnasianos, rimas e ritmos, o que lhes dá um encanto melódico. São encontradiças em seus poemas rimas toantes e consoantes, assim como as internas, e não apenas as no final dos versos. Sirva de exemplo a seguinte estrofe de seu poema Sim:

Amar assim

como mar à tona

na frágil maratona

do naufrágio em si.

Em poema revestido de suave lirismo, mas tocado sutilmente pela “Sombra de Eros” de seu título, louva a esposa Aldairis, na exteriorização de seu amor:

A tua alma brilha

nas paredes do meu quarto

no silencio da noite escura.

E os raios de teu riso

oferecem ao ar

os riscos de tuas cores

Sem medo de ser poeta, Dílson Lages Monteiro faz uso de todos os tropos pertinentes, canta a vida e a paixão, o amor e a terra natal, contudo de forma comedida, sem o exagero daquele poeta, que ao contemplar o pequeno e belo Marataoã o apostrofou em descomunais versos hiperbólicos: “Ó imenso mar-oceano”. Em seus poemas o Marataoã, que enlaça, beija, acaricia e abraça a graciosa e aprazível Barras, aparece pequeno e deslumbrante, como são pequenas e belas as filigranas da ourivesaria minimalista e perfeita de Cellini.

Em “O morro da casa-grande”, Dílson demonstrou ser possuidor de todas as ferramentas e habilidades da romancística. Diria que nessa obra ele exercitou a boa técnica utilizada pelos melhores mestres desse gênero literário. Sua linguagem é clara e objetiva, e segue as regras da norma culta de nosso idioma, contudo sem gramatiquices e rebuscamentos. Geralmente os períodos são curtos, e despojados de inversões, torcicolos e estilizações rocambolescas, recursos utilizados pelos que se acham grandes estilistas ou mesmo pretensos vanguardistas.

Em muitas passagens a sua prosa trai o poeta que ele é, e adquire tons de agradável lirismo, em que as frases são ordenadas de forma rítmica. Sua temática e entrechos são simples, verossímeis, porque ele não pretendeu explorar assuntos em que a imaginação se excedesse em episódios mirabolantes e fantasiosos. Seus diálogos são bens construídos, coerentes com o perfil psicológico e cultural da personagem, e despojados da caricaturização ou macaqueamento dos romancistas menores, que sempre exageram nessas estilizações do discurso direto da criatura fictícia.

Conquanto não seja um romance histórico, a história de Barras nele escoa de forma sutil, servindo de pano de fundo a certos episódios da trama. Assim, a demolição da velha igreja de Barras ainda nele é lembrada como um fato execrável, sobretudo o estilhaçamento do Cristo Redentor, que encimava a fachada principal do templo, postado entre as duas torres.

Sinto como se tivesse lembrança desse Cristo, que vi em minha meninice, com os seus braços abertos, em acolhimento aos que chegavam, e a abençoar a cidade e os que partiam. Era uma bela e vetusta igreja em estilo colonial, construída por José Carvalho de Almeida, e destruída em 1963, como era um vezo dos padres da época, que gostavam de ampliar, reformar, descaracterizar ou demolir as velhas capelas e igrejas. Ao comentar o excelente livro Barras, histórias e saudades, de Antenor Rêgo Filho, a ela me referi, e remontei à ermida de N. S. da Conceição (que lhe antecedera), iniciada por Miguel de Carvalho e Aguiar, em sua fazenda Buritizinho, e concluída por seu herdeiro e sobrinho Manoel da Cunha Carvalho; essa capela e a casa-grande são a origem mais remota da cidade das sete barras, como a designei em poema telúrico e evocativo.

Nesse romance bem escrito e atraente, além de percebermos a transfiguração criativa de memórias de seu autor, verificamos que foram utilizadas, ao longo da narrativa, concepções do roman à clef, porquanto são evocados personagens históricos, populares e folclóricos, que marcaram época no cotidiano de Barras, tais como Chico Luiz, Chico Castelo, Dodô Veloso, o Dodô das Cabeceiras, Monsenhor Uchoa, Firmino e Joaquim Pires, coronel Lulu, Vítor Lopes... E tantos outros disfarçados em pura ficção.

Ao me deparar com essas criaturas, que foram pessoas de carne e osso, não pude deixar de evocar a figura excêntrica de Neno, de estirpe ilustre, que em sua doença escavou estranho labirinto, aparentemente sem nenhum objetivo concreto, sobre o qual eu disse, ao comentar a monumental obra memorialística de Carlos Augusto de Figueiredo Monteiro: “Neno foi o Dédalo e o Minotauro de seu próprio labirinto. E talvez tenha sido uma espécie de esfinge que não conseguiu decifrar o enigma de sua própria vida, de uma beleza cintilante e improfícua, como uma estrela cadente que se exaure no átimo culminante de sua glória.”

Por entre as páginas desse belo romance, vemos ainda os velhos sobrados, os casarões solarengos, os logradouros e praças de outrora, vetustos edifícios públicos, como o do teatro e o dos Correios, e lamentamos a destruição do antigo cemitério, cujas lápides contavam muito da importante história barrense.

Quando eu ia a Barras, me hospedava na casa de Salomão de Sá Furtado, primo de meu pai, que ficava bem perto desse saudoso campo santo. Salomão, além de exímio operador de morse, tinha uma linda caligrafia, e uma não menos bela redação. Era um estilista e tinha uma pequena biblioteca, caso raro, ainda nos dias de hoje. A poucas quadras de sua casa ficava o Marataoã, em cujas águas nadei em minha adolescência, onde me embebi embevecido nos olhos luminosos das garotas, que refletiam suas águas, feitas de ciganice e magia.

Dílson Lages Monteiro me comoveu, e me restituiu a velha e querida Barras de minha infância e de minha adolescência, que na redoma de minha memória ainda remanesce intacta, com a sua vetusta igreja, com o Cristo Redentor de braços abertos entronado no cimo de seu frontispício.

Por tudo o que relatei, e talvez mais ainda pelo que não pude ou não soube dizer, mereceu ele a acolhida desta quase centenária Casa de Lucídio Freitas e de vários outros proeminentes luminares da cultura e das letras piauienses.

Invocando e evocando um dos velhos coronéis de O morro da casa-grande, direi:

– Dílson, seja bem-vindo. Adentre e se abanque.

Discurso de recepção ao novo membro da cadeira 21 da Academia Piauiense de Letras, proferido em 22.10.2015, em solenidade ocorrida no Auditório Wilson Andrade Brandão, na sede da instituição.


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